A minha primeira vez

Finalmente, depois de muitas insistências do Rui, experimentei fazer surf.
Foi no dia 11 de Agosto de 2007, o mar não estava grande coisa e o Rui disse-me que ia fazer surf, não me deixando grande margem de escolha (para BB não estava nada de especial e àquelas horas só me apetecia era retomar as horas de sono em falta).

Lá apareceu com a Malibu da Pat e entramos. Ao início estranhei, mas na segunda onda lá me coloquei em pé, tendo, depois, apanhado mais algumas ondas, onde cheguei a cortar em back-side. A experiência foi realmente muito boa, apesar de não ter braços para a coisa.



No dia seguinte, o Gus alinhou e fomos até à Foz, onde (como podem ver pela foto) vimos dois surfistas verdadeiramente pros e a industria das escolas de surf no seu expoente máximo. Aproveitei ainda para fazer um skimi’zito e, logo de seguida, dar uma queda na segunda tentativa.

Depois, fomos os três surfar. Eu levei o BB mas cedo melguei a short board do Rui, onde ainda consegui pôr-me de pé na única onda que apanhei.
As ondas eram mínimas e o que valeu foi ter feito surf e ter lançado ao disco: a nova paixão do Gus.

Em suma, surf é uma óptima alternativa, principalmente para quando o mar está muito pequeno (em que no BB nem sequer dá gozo). Fiquei picado e estou a pensar em comprar uma prancha.

Por fim, tenho que deixar aqui expresso o meu GRANDE OBRIGADO ao Professor Rui, sem o qual não teria ido para dento de água com uma prancha de surf.

7 comments:

Homem do Mar said...

Realmente aqueles dois parecem uns verdadeiros prós adeptos do "yoga para surfistas" tal e qual como o "grande" (e agora calvo) Kelly Slater.

Quanto às ditas escolas e à indústria fazem-me lembrar os nitrofuranos dos frangos e o milho transgénico, que além de poluentes fazem mal á saúde...

Também tenho a tentação de comprar uma retro-fish para aqueles dias pequenos e de nortada em que surfar de BB é um acto penoso e de pouco. prazer.

Até já comprei uma prancha de DK só para estes dias. (uma baratinha, mas boa, de 100 euros!)

HEM said...

Eu não me tinha apercebido da verdadeira realidade das escolas, aquilo parece um McDonald’s em hora de almoço. Só espero que – uma vez que não podem ter o prazer de descoberta por si próprios – os aprendizes sejam devidamente acompanhados.

A cena do surf, falando “stricto senso”, é uma óptima solução. Vou mesmo avante na compra de uma prancha. O que me interessa é divertir-me nas ondas (aliás, já chegamos a dropar ondas com barcos insufláveis; e foi muito bom, sendo uma experiência a repetir).
Tristes são aqueles que perdem tempo com quezílias mesquinhas sobre o “médium” com o qual se surfa; sinceramente, acho que Freud teria uma explicação bem simples para esses casos ;-P

Rui said...

Hem, os agradecimentos não são necessários, até porque pagaste bem caras as aulas. Não pode ser barata uma aula onde o surfista se ponha em pé e corte uma onda nos primeiros 30 minutos.

Até estou a pensar abrir uma escola mas com um pré-requisito importante: "Escola de surf para bodyboarders que tenham pelo menos 15 anos de convivência com o mar". É sucesso garantido.

Abraço

Homem do Mar said...

De uma forma geral as escolas e os campeonatos monopolizam grande parte do espaço fisico, tornando as praias (pricipalmente os fundos de areia) em espaços privados onde é quase necessário pagar para surfar. Se por um lado as escolas enchem a àgua de gente de tal maneira que se torna dificil surfar, por outro lado os campeonatos fecham totalmente uma praia ou onda de forma que apenas quem paga inscrição tem direito a entrar na àgua (e apenas durante o tempo do heat). Existe um paralelismo muito próximo entre estas situações e o tão criticado "localismo agressivo" que impede todos os forasteiros de se chegarem ao pico. A diferença é apenas que esse tal "localismo agressivo" não tem como principal objectivo a exploração monetária das ondas e não vê o mar como uma oportunidade de negócio.

Felizmente não sou grande fã dos fundos de areia utilizados maioritáriamente pelas escolas, pelo que ainda não sofro pessoalmente com a situação, seja como for todo esse circo não deixa de ser um triste espectáculo tipo um MacDonald Aquático, como referes HEM.

Brevemente vou escrever mais sobre o assunto no meu blog...

Guxtavo said...

Pois é, o crowd, o grande inibidor da minha assiduidade nessa nobre actividade de escorregar nas ondas!
Mas isto é como tudo, Nanix, está na altura de aplicar o que aprendemos com as teorias da conspiração; Vamos criar um mito urbano (uma moreia assasina ou um polvo carnivoro, ou ainda um mexilhão mutante [o H faz a ilustração]) por forma a travar esta crowdlência desmesurada... Depois é só divulgar o terror!
H, estou ctg!! Evolution para a flatada veraneana!! ;)

Abraços

Nani said...

Lamento guxtavo mas "...nobre actividade de escorregar nas ondas!..." está errado!
Deve-se escrever cavalgar em vez de escorregar.
Toda a gente sabe que o surfista cavalga as ondas e o cavaleiro surfa o cavalo, é senso comum.

Frederico Henriques said...

Acerca do crowd, penso que há muito Mar para cavalgar. A seguir a nós vêm outros, provavelmente, com ideias distintas.

O Tempo nunca retrocede.

Enjoy the moment!